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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sistemas de Produção Sustentável




A agricultura brasileira avançou de forma segura na direção da sustentabilidade ao longo das últimas décadas. Para conhecer um pouco mais sobre as alternativas sustentáveis que oferecem ao produtor, ao consumidor e ao planeta um futuro com qualidade para todos, assista. 


Informe-se. Entenda. Compartilhe.
www.agrosustentavel.com.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

Piscicultura Familiar na Transamazônica

Emater orienta agricultores da Transamazônica para a criação de peixe

Agricultores familiares de Medicilandia, na altura da BR-230, a Transamazônica, estão sendo orientados para a produção de peixe em suas propriedades. Através do projeto governança, desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em parceira com a Fundação Viver Produzir e Preservar (FVPP), com sede em Altamira. O projeto cria condições para as comunidades e suas organizações representativas desenvolverem e legitimarem junto às autoridades governamentais sistemas de governança de recursos naturais. Sete famílias estão envolvidas no projeto, que orienta os agricultores a realizarem de forma adequada o manejo em geral da piscicultura, como alimentação e recepção dos alevinos, que são repassados a custo zero para o produtor.
Segundo a técnica em piscicultura da Emater, Simone Silva, os agricultores recebem orientações básicas durante a construção dos tanques ou pequenas barragens que servem para a criação dos peixes, quanto a questões ambientais e preservação das nascentes de água. Alguns agricultores que participam do projeto já desenvolviam a piscicultura, mas por conta do manejo inadequado, a mortalidade dos alevinos chegava a 50%. As atividades são desenvolvidas de acordo com a realidade e a necessidade dos agricultores, que optaram por criar tambaqui e tambatinga, este último resultado de um cruzamento das espécies, pirapitinga e tambaqui.
Depois de uma experiência ruim, quando perdeu quase 70% dos alevinos, agora o agricultor Roseno Pereira, morador da vicinal 90 Sul, recebe orientação técnica da Emater. O agricultor acredita que no período de um ano já estará com peixes de até um quilo. Toda a produção é comercializada na própria comunidade. Apesar da atividade promissora, um dos grandes entraves para a piscicultura em Medicilandia é a falta de ração para a alimentação dos peixes no comércio local.
Por isso, o próximo passo da Emater será desenvolver com os próprios agricultores uma ração alternativa, que obedeça a todos os critérios de níveis da alimentação, como a proteína, essencial para o crescimento e o desenvolvimento do peixe, o objetivo é diminuir os custos de produção.  “A piscicultura é uma atividade secundária desenvolvida pelos agricultores, o que não tira a sua importância como fonte de renda e garantia da segurança alimentar das famílias”, Finalizou Simone Silva.

Texto Originalmente publicado em: Agência Pará de Notícias

 E também foi publicado em:

 Site EMATER-PARÁ

 Portal na Hora de Santarém

Brasil local notícias de Altamira 

 Portal do Peixe

Blog Amazônia - revista Amazônia 

Blog Anapu em Foco 


 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A FUNÇÃO SOCIAL DA IRRIGAÇÃO E A IMPORTÂNCIA DA ATER

A agricultura irrigada tem um papel relevante na sociedade brasileira, simplesmente uma função social, pois existem milhares de hectares irrigados e muitos irrigantes em todo Brasil que dependem desse tipo de atividade para produzir alimentos e garantir o sustento familiar, com expressiva atuação dos irrigantes familiares na produção de hortaliças e frutíferas.

O produtor precisa produzir alimentos em quantidade e em qualidade, além de ter a segurança na produção e na comercialização. Para isso, inicialmente, precisamos planejar, e acima de tudo é necessário o uso da irrigação como o alicerce, a ferramenta ou o tripé desse sistema de produção. O Brasil apresenta um imenso potencial em termos edafoclimáticos (recursos hídricos), assim podemos alavancar ainda mais a produção com a agricultura irrigada, desde que seja feita respeitando o meio ambiente, do ponto de vista da sua preservação, o uso e manejo adequado dos sistemas, tornando-os sustentável, viável e econômico, incrementando um volume maior de produtos e subprodutos gerados por essa atividade (oriundas da agricultura familiar), atendendo e abastecendo os nossos mais de 190,7 milhões de habitantes brasileiros.
O pequeno irrigante (quando falo pequeno, refiro-me à agricultura familiar), apresenta uma série de características. Como tem tempo disponível, cuida e zela mais dos seus equipamentos de irrigação, de acordo com a diversificação das culturas que ele adota na propriedade. É interessante observar que mesmo os equipamentos mais simples alcançam uma durabilidade muito grande na mão desse tipo de irrigante, pelo fato de ele ser o gestor de todo o processo de produção e comercialização.

A tecnologia de uso dos equipamentos de irrigação pelo agricultor familiar é rapidamente apropriada e absorvida por ele, desde que seja feita uma orientação correta e transmitida pela Assistência Técnica e Extensão Rural, as EMATER’s da vida. Daí a importância da ATER neste contexto, como incentivadora, impulsionadora e conscientizadora dos repasses de informações perante os agricultores e/ou produtores atrelados a AGRICULTURA FAMILIAR.

Entendemos e fica bem claro que o principal objetivo dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) é melhorar a renda e a qualidade de vida das famílias rurais, por meio do aperfeiçoamento dos sistemas de produção, de mecanismo de acesso a recursos, serviços e renda, de forma sustentável.
As empresas e órgão de assistência técnica devem investir em treinamentos em relação à AGRICULTURA FAMILIAR IRRIGADA, implantação de pequenos pomares, hortas, etc., voltados na ênfase da AGRICULTURA IRRIGADA, onde devem-se inserir os conceitos práticos de irrigação no trabalho do produtor familiar. É essencial para o agricultor familiar ter acesso à informação e lidar com novos conceitos no uso da água, entender o papel da água para a sua produção. Levar para ele outros conceitos básicos como vazão, qualidade de água, transpiração + evaporação (EVAPOTRANSPIRAÇÃO), inserindo isso no seu dia-a-dia, até chegar aos equipamentos. Isso trará benefícios e resultados, fazendo com que o produtor entre no processo de produção com irrigação.

A pequena irrigação é economicamente viável em termos de agricultura familiar. Muitos trabalhos de pesquisa e extensão rural tem mostrado isso, seja validação tecnológica ou apropriação de tecnologia, mostram dados, e demonstram que vale a pena o uso da irrigação para o pequeno produtor (relacionado a agricultura familiar). No sistema de aspersão convencional por malha (irrigação por tubos enterrados), por exemplo, que não é automatizado, o produtor intensifica o uso da mão-de-obra, reduz os investimentos na aquisição de equipamentos, facilita a operação do sistema de irrigação e pode ser utilizado na agricultura familiar.
Nesse tipo de irrigação, por malha, a tecnologia do sistema é possível de ser apropriada pelo produtor comum, sem nenhum problema. Traz vantagens comparativas, porque o sistema tem um longo período de funcionamento (muitas horas por dia) e para quem está dentro da propriedade, ao lado da pastagem, é muito simples operá-lo. Numa determinada época do ano, quando se exige mais irrigação, o sistema funciona até meia-noite, desligando-se automaticamente a bomba. Às 6 horas, a bomba é novamente ligada, quando o produtor vai tirar o leite.

No que diz respeito aos sistemas de irrigação, escolha, etc., dependerá de vários fatores para uso, tipo de cultura, solo, etc. Mas que a IRRIGAÇÃO LOCALIZADA (microaspersão e gotejamento) é sem sombra de dúvida a mais vantajosa em termos de economicidade, praticidade, uso da fertirrigação e aproveitamento da água pelo sistema radicular das plantas.
A irrigação sempre foi colocada como uma tecnologia cara, difícil de ser atingida, só para quem tem muito dinheiro. Mas, na verdade, os custos caíram bastante. No Brasil existem linhas de financiamento que, além do PRONAF, atendem o irrigante local. O governo federal precisa tirá muita coisa do papel. Fala que tem dinheiro sobrando nos bancos e que não é problema ou entrave para financiar a AGRICULTURA FAMILIAR IRRIGADA, mas que na hora de liberá o financiamento, o agricultor é penalizado por burocracias.

A alternativar é incentivar a elaboração de projetos viáveis voltados para AGRICULTURA IRRIGADA para serem entregues aos agentes financeiros para liberação do crédito. Assim decolaria a atividade. Mas, não acontece isso na prática em muitos estados brasileiros.

Temos que perseguir as mudanças nos cenários. O uso da irrigação pelo pequeno produtor vale a pena. Ele deve desempenhar inúmeros papéis, ser o guardião dos recursos naturais e garantidor da segurança alimentar, e cada vez mais, em direção da segurança energética, sem que o risco recaia somente em seus ombros.