quarta-feira, 13 de julho de 2011

EMATER-PARÁ participa do lançamento do Plano Safra

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (EMATER-PARÁ) foi convidada, pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, a participar do ato de Lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, com a presença Presidenta da República, Dilma Rousseff. O evento oficial será no dia 12 de Julho de 2011, às 11h, no Centro de Eventos do Parque de Exposições Jaime Canet Junior, no município de Francisco Beltrão, no Paraná (PR).

            Representantes das entidades prestadores de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do Brasil todo estarão reunidas neste evento, inclusive a representante da região Norte, a presidenta da EMATER-PARÁ, Cleide Amorim. Uma comitiva sairá do Pará para acompanhar o lançamento do Plano Safra que destinará R$ 500 milhões para o Estado. "Com este estímulo ao investimento no campo a EMATER-PARÁ se faz mais forte para trabalhar em prol dos agricultores familiares do Pará", afirma.

FONTE: Site da EMATER-PARÁ - Kenny Teixeira Jornalista

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tecnologia Social - Idéias Criativas e possivéis de ser replicadas


            A Rede de Tecnologias Sociais - RTS atua em duas frentes: difusão das tecnologias sociais e reaplicação de tecnologias sociais.
Para as ações de difusão, têm sido utilizados o Portal, o informativo eletrônico “Notícias da Rede”, oficinas regionais, oficinas de mídia, assessorias de imprensa, meios de comunicação das instituições que fazem parte da Rede etc. Todas as tecnologias sociais, de qualquer parte do país, são consideradas nesse processo.
Já em relação à reaplicação, inicialmente foi definido o apoio a iniciativas capazes de gerar trabalho e renda. A partir de discussões, foram identificados territórios com grande concentração de pobreza e, portanto, aqueles que mais careciam de apoio para a promoção do desenvolvimento local.
Esse foi o critério prevalecente para a escolha dos territórios para reaplicação de Tecnologias Sociais no âmbito da RTS: Amazônia Legal, Periferias de grandes centros urbanos, Semi-Árido/Sertão do São Francisco e Cerrado.
Em 2011, a RTS ampliou o foco prioritário, passando a atuar na reaplicação, difusão e desenvolvimento de tecnologias sociais de gestão sustentável de recursos hídricos e florestais; produção de energia limpa e busca permanente de eficiência energética; produção sustentável de alimentos saudáveis; produção de habitações e infra-estruturas sustentáveis; geração de trabalho e renda por meio de negócios sustentáveis; educação e formação.
Tecnologias Sociais prioritárias
Tendo os territórios definidos e com vistas a potencializar os recursos e os resultados, foi feita uma opção por focar, inicialmente, os investimentos de reaplicação em algumas Tecnologias Sociais.
Essa decisão propiciou também que fosse dada uma escala maior à reaplicação dessas TS, contribuindo para que esse objetivo da Rede seja alcançado.
A seguir, informações sobre as TS em reaplicação a partir dos recursos financeiros aportados pelos mantenedores/investidores da Rede.
Amazônia Legal
Certificação socioparticipativa de produtos agroextrativistas – Construção de um processo de certificação socioambiental que possibilite o manejo sustentável com maior agregação de valor aos produtos do agroextrativismo familiar.
Meliponicultura – Manejo de abelhas indígenas sem ferrão, com objetivo de estimular o desenvolvimento dessa atividade produtiva como uma importante oportunidade de geração de trabalho e renda na região Amazônica. Também é possível reforçar a dieta alimentar, incentivando maior consumo de mel como fonte de vitaminas. Estimula, ainda, a organização e a cooperação entre as comunidades envolvidas.
Manejo comunitário de camarão de água doce – Sistema de manejo que conjuga melhores técnicas de produção com respeito ao ciclo reprodutivo do camarão de água doce.
São utilizadas armadilhas com espaço maior entre as fibras, que deixa livre a passagem para os camarões menores. A utilização de viveiros flutuantes possibilita o beneficiamento e a comercialização do produto em grandes quantidades e de forma cooperada. A reaplicação inclui capacitação técnica, de gestão ambiental e gestão participativa.
Periferia de grandes centros urbanos
Incubação e apoio a empreendimentos solidários – Metodologia de ensino, aprendizagem e compartilhamento de tecnologia que valoriza a autogestão e a inclusão social. As pessoas envolvidas ampliam a percepção de que são sujeitos do seu próprio desenvolvimento. A incubação possibilita a transformação de potenciais em oportunidades de negócios, gerando trabalho e renda.
Urbe – Apoio a empreendimentos solidários em regiões metropolitanas – Empreendedorismo e cultura de cooperação, trabalhando com grupos organizados e solidários, em territórios de baixo dinamismo e baixa densidade empresarial.
Reciclagem de resíduos sólidos – Por meio da reciclagem de resíduos sólidos, os catadores e as catadoras são reconhecidos como agentes de limpeza urbana e, dessa forma, rompe-se com a exclusão e o assistencialismo, adotando medidas como a organização social da categoria e a construção de uma identidade positiva.
Hortas comunitárias – Organização e capacitação de grupos solidários e produção de hortaliças voltadas à segurança alimentar e à geração de renda.
Semi-Árido
ADR – Agentes de Desenvolvimento Rural – Consiste em apoiar, por meio de jovens rurais capacitados em conhecimentos zootécnicos e gerenciais, os agricultores e as agricultoras familiares, com vistas à organização das cadeias produtivas caprinocultura e apicultura.
Pais – Produção Agroecológica Integrada e Sustentável – Sistema produtivo montado em forma de anéis, cada um destinado a uma determinada cultura, que complementa a que vem a seguir. O Pais possui baixo custo e tem, como premissa, o manejo orgânico.  O Sistema respeita a cultura das comunidades, tendo por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológica.
Minifábricas de beneficiamento de castanha-de-caju - Organização de associações e cooperativas em torno de mini-fábricas na configuração de um Módulo Agroindustrial Múltiplo de Processamento de Castanha-de-caju. Tal ação permite a articulação de agentes produtivos com interesses comuns, superando pontos críticos do processamento.
Bancos Comunitários – Transferência da Tecnologia Social do Banco Palmas para outros municípios – Bancos Comunitários é um serviço financeiro, de natureza comunitária, voltado para o apoio às economias populares de bairros e municípios com baixo IDH, tendo por base os princípios da Economia Solidária, oferecendo à população excluída  quatro serviços: fundo de crédito solidário, moeda social circulante local, feiras de produtores locais e capacitação em Economia Solidária. 
Sistemas de captação de água para produção
Barraginhas – Pequenas barragens construídas com o envolvimento das comunidades que, além de proporcionar maior oferta hídrica e conseqüente melhoria no processo de produção agrícola, diminuem os danos ambientais, principalmente a erosão e o assoreamento, gerando melhoria nas condições de vida para famílias do meio rural.
P1+2 – Programa Uma Terra e Duas Águas – Processo de mobilização comunitário para implantação de Tecnologias Sociais de captação de água da chuva para produção, em localidades que já contam com a cisterna de placa para captação de água da chuva para consumo humano. O sistema prevê a implantação das seguintes Tecnologias Sociais:
  • - Cisterna adaptada para a roça - É formada por uma área de captação (para captar água das chuvas que escorre dos desníveis do terreno ou de áreas pavimentadas como um calçadão), por um reservatório de água (que deve ser bem maior que a cisterna para o uso humano) e um sistema de irrigação (que pode ser operacionalizado manualmente ou por sistemas de bombeamento e gotejamento). Com a água de uma cisterna de 50 mil litros (outra que não a de consumo doméstico) é possível irrigar um "quintal produtivo" de verduras, regar mudas ou ter água para galinhas e abelhas.
  • - Barragem subterrânea - Conserva a água de chuva infiltrada no subsolo nas áreas de baixios, fundos de vales e áreas de escoamento das águas de chuva, mediante uma barragem em profundidade cavada até a camada impermeável do solo. Ela tem um grande impacto sobre a estabilidade do sistema produtivo, aumentando a resistência em períodos de seca, quando a área da barragem parece uma ilha verde no meio da caatinga seca. Ela garante a autonomia no que se refere à alimentação, permite a criação de um número maior de animais e diminui a dependência de insumos externos.
  • - Tanque de Pedra - Eles possibilitam o armazenamento de grandes volumes de água captada nos lajedos, aproveitando a inclinação natural neles existentes. Em alguns locais, é necessário construir paredes ou muretas facilitando a contenção ou o direcionamento da água para os tanques e conseqüentemente maior acumulo de água. É uma das inovações técnicas que tem como base à valorização do conhecimento dos agricultores familiares nas estratégias de uso e gestão da água. O tanque de pedra armazena água para os gastos domésticos, para alimentação animal e irrigação de um "quintal produtivo" de verduras.
  • - Barreiro Trincheira - São tanques profundos e estreitos, cavados em subsolo cristalino com um ou mais compartimentos e de mais de três metros de profundidade, com fundo e parede de pedra (piçarra), que não deixa a água se infiltrar. Pequenas valetas são construídas para direcionar a água de enxurradas para esses compartimentos. É aconselhado fazer pequenas barreiras de pedras dentro do desvio da água para reter a areia. Por ser estreito e fundo sua superfície de evaporação é menor. O Barreiro-trincheira armazena água para os animais e para irrigação de um "quintal produtivo" de verduras.
 Outras Informações
 Secretaria-Executiva da Rede de Tecnologia Social (RTS)
Portal: www.rts.org.br
FONTE: Extraído do site da RTS www.rts.org.br

PLANO SAFRA 2011-2012

domingo, 10 de julho de 2011

Técnica controla praga que ameaça pimenta-do-reino

             Uma planta asiática, produzida de forma orgânica, vem sendo utilizada com sucesso no controle da praga da pimenta-do-reino no Pará, a partir da pesquisa da fitopatologista Regina Célia Tremacoldi, pesquisadora da Embrapa/Cpatu. Considerada como a árvore milagrosa na Índia, o Nim está sendo testado como bioinseticida nas plantações de pimenta-do-reino paraenses, principalmente pelos pequenos agricultores, já que o custo é bem baixo e o método, natural.
A agricultura familiar no Pará responde por 80% da produção estadual da pimenta-do-reino. Os testes em laboratório e nas mudas da Embrapa conseguiram 100% de controle da praga. A expectativa da pesquisa é que até o final deste ano os testes em campo tenham resultados semelhantes e, enfim, os produtores possam comemorar a descoberta do controle dessa doença que acaba com as plantações de pimenta-do-reino, causando grande prejuízo financeiro.
O Pará é hoje o principal produtor de pimenta-do-reino no Brasil. Responde por 80% da produção nacional. Mas, nas últimas décadas, a produção local agoniza com o problema da fusariose, uma praga que se espalha na raiz da pimenta, causando a podridão da planta.
O fusarium, fungo que se alastra na raiz da pimenta, está presente no solo úmido da Amazônia e ataca vários tipos de culturas, prejudicando a produção. Para se ter uma ideia do prejuízo que esta praga causa, uma plantação de pimenta-do-reino saudável produz até 12 anos seguidos. Atualmente, com o problema da fusariose, a produção paraense só consegue vida útil para as plantas de pimenta-do-reino de no máximo até cinco ou seis anos.

Cultura é força de exportações
A crise econômica mundial que se instalou em 2008 atingiu em cheio as exportações paraenses, inclusive a pimenta-do-reino, que é uma commodity e foi uma dos mais impactados pela recessão financeira. Mas, apesar dos problemas para controlar as pragas na produção local, desde 2010 a pimenta paraense vem conseguindo se recuperar e interessar ao mercado internacional.
O gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Pará, Raul Tavares, afirma que surpreendentemente o produto vem apresentando desde o ano passado variação de crescimento na pauta de exportação nacional de quase 70% em relação aos anos anteriores. Essa recuperação vem se mantendo nos cinco primeiros meses deste ano.
O Pará é o segundo Estado no ranking que contribui com a balança comercial brasileira. Da sua pauta de exportação, explica Tavares, 80% são produtos minerais. Em seguida vêm os vegetais, como a madeira e a pimenta-do-reino, que lidera a lista dos alimentos exportados pelo Estado.
Em 2008, informa Raul Tavares, foram exportados US$ 87 milhões. Com o impacto da crise, a exportação da pimenta-do-reino caiu em 2009 para R$ 68 milhões. Em 2010, em processo de recuperação, foram exportados pelos produtores paraenses US$ 80 milhões, considerado uma superação pelos especialistas.
A notícia do sucesso da pesquisa da Embrapa para controle da fusariose, acredita Raul Tavares, deve ser recebida com entusiasmo, justificando que o mercado internacional é muito exigente com a qualidade dos produtos negociados.
Ele informa que o mercado comprador dos produtos paraenses está se expandindo inclusive na União Europeia, com a entrada da Albânia e Espanha como importadores de pimenta-do-reino do Pará. Também há interesse nos países que formam o Mercosul.
A tendência, segundo o gerente do CIN, é que, aliada à melhoria do produto com a aplicação de nova tecnologia a partir da pesquisa da Embrapa e o aquecimento do mercado consumidor internacional, aumente cada vez mais a produção local e, consequentemente, a exportação, contribuindo de forma mais eficaz com a balança comercial brasileira.


Tecnologia limpa teve 100% de sucesso. Mandioca é a próxima a ser testada
A engenheira agrônoma da Embrapa Célia Tremacoldi, que também é fitopatologista, conheceu os princípios do Nim em 2005. A partir do ano seguinte, começou a testar o crescimento da fusariose em laboratório e partiu depois para o teste nas mudas de pimenta-do-reino, conseguindo a contenção do crescimento do fungo em 100% das mudas de viveiro.
Célia explica que tanto a pimenta quanto o Nim são originários da Índia e se adaptam ao clima úmido da região amazônica. Por isso, os testes precisaram ser feitos nas placas de laboratório e também no próprio solo para a eficiência ser garantida. O resultado da pesquisa foi lançado neste primeiro semestre.
A partir da obtenção do resultado positivo do controle dos fungos da fusariose, a nova tecnologia, obtida a partir das folhas do Nim - trituradas e misturadas à terra para plantar as mudas de pimenta-do-reino -, passou a ser disseminada nas regiões onde há a maior concentração de produtores da pimenta: Castanhal, Baião, Tomé-Açu e Capitão Poço. A própria pesquisadora se encarrega de repassar o conhecimento aos agricultores familiares.
A colheita do modo tradicional da pimenta-do-reino ainda sem o uso da nova pesquisa se dará de setembro até dezembro. A partir desse período, as novas mudas saudáveis, já plantadas com o bioinseticida para garantir a sanidade da produção, será utilizada pelos pequenos produtores paraenses. O plantio ocorre até o final de fevereiro.


A VEZ DA MANDIOCA
A pesquisadora explica que, apesar de ser uma árvore, o Nim pode ser cultivado de forma baixa, através de poda e em pequenas áreas, a fim de facilitar a colheita. As folhas verdes ou secas são trituradas e incorporadas ao solo que vai receber as mudas de pimenta-do-reino misturadas a água.
Com o sucesso dos testes na pimenta-do-reino, a pesquisadora agora partiu para testar o uso do bioinseciticida no cultivo da mandioca com a perspectiva de que também seja 100% positivo. Ela já começou os testes em laboratório para depois recorrer às mudas de solo. A intenção é contribuir com o cultivo saudável de um dos principais alimentos da mesa do paraense e também aumentar a produção, que vai ajudar os agricultores familiares financeiramente.
Regina Célia enfatiza que é fundamental que os agricultores trabalhem com mudas sadias para prevenir o ataque dos fungos de solo. Ela garante que o uso da tecnologia testada na Embrapa não incluirá mais custos à produção e ainda mais, que não vai acarretar em encargo ambiental. “É uma tecnologia limpa, já testada em mamíferos e que vai ajudar a agricultura familiar com custo quase zero”, afirma a fitopatologista.
Além disso, Célia Tremacoldi ressalta que uma produção saudável, livre de pragas e de inseticidas químicos é fundamental para os agricultores que produzem para exportação. Ela enfatiza que os mercados consumidores internacionais, especialmente Estados Unidos e Europa, são exigentes com a qualidade dos produtos importados, por isso mantêm serviços de vigilância sanitária austeros. (Diário do Pará)

sábado, 9 de julho de 2011

Escritório Local da EMATER-PARÁ em Água Azul do Norte realiza Curso de Inseminação Artificial

Extensão Rural
Curso de Inseminação Artificial para Agricultores Familiares
Realização EMATER-PARÁ em Água Azul do Norte

Extensionista Rural Zé Ribeiro





Sobre Água Azul do Norte...
Água Azul do Norte é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 06º47'28" sul e a uma longitude 50º28'01" oeste, estando a uma altitude de 1 metros. Sua população estimada em 2004 era de 30.156 habitantes.
FONTE: Wikipedia
FOTOS: Acervo EMATER-PARÁ

quinta-feira, 7 de julho de 2011

SEMINÁRIO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL E EDUCAÇÃO DO CAMPO: CONSTRUÇÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICA DA ESCOLA FAMÍLIA AGRICOLA.

 



TUCURUÍ – 25 e 26 Agosto de 2011 LOCAL – Parque de Exposições de Tucuruí TERRITÓRIO DO ENTORNO DO LAGO DE TUCURUÍ

MUNICÍPIOS: NOVO REPARTIMENTO, BREU BRANCO, GOIANÉSIA, JACUNDÁ E TUCURUÍ. 

FONTE: Recebido por e-mail da Extensionista Rural da EMATER-PARÁ, Pedagoga ZÉLIA MARQUES